domingo, 17 de julho de 2016

Tabela de calorias - gorduras e óleos

Azeite-de-dendê
1 colher de sopa (10g)
89 kcal

Azeite de oliva
1 colher de sopa (10g)
90 kcal

Banha de galinha
1 colher de sopa (20g)
126 kcal

Banha de porco industrializada
1 colher de sopa (20g)
180 kcal

Gordura vegetal hidrogenada
1 colher de sopa (20g)
180 kcal

Manteiga com sal
1 colher de sopa (10g)
77 kcal

Margarina
1 colher de chá (10g)
74 kcal

Óleo de algodão
1 colher de sopa (10g)
90 kcal

Óleo de amendoim
1 colher de sopa (10g)
90 kcal

Óleo de canola
1 colher de sopa (10g)
90 kcal

Óleo de fígado de bacalhau
1 colher de sopa (13g)
130 kcal

Óleo de gergelim
1 colher de sopa (10g)
90 kcal

Óleo de girassol
1 colher de sopa (10g)
90 kcal

Óleo de milho
1 colher de sopa (10g)
90 kcal

Óleo de peixe
1 colher de sopa (10g)
90 kcal

Óleo de soja
1 colher de sopa (10g)
90 kcal
Fonte: Site Médico

ALECRIM-DO-CAMPO

Constituintes químicos e atividade farmacológica de Baccharis dracunculifolia.

A espécie Baccharis dracunculifolia, é popularmente conhecida como vassoura ou alecrim-do-campo, é amplamente utilizada na medicina caseira. A forma de infusão de suas folhas é empregada para problemas hepáticos, disfunções estomacais e como antiinflamatório. Estudos de literatura relatam o uso medicinal e religioso do “alecrim-do-campo” comercializado em mercados e feiras livres no Rio de Janeiro (Azevedo & Silva (2006), assim como a utilização das folhas para feridas (Freise, 1933, citado por Fenner, et al. 2006) e o uso dos ramos, em decocto, como antifebril (Rodrigues & Carvalho, 2001).

É uma planta dióica com as inflorescências masculinas e fêmininas, cujo arbusto cresce em quase todo o Brasil, e a principal fonte botânica da própolis verde no sudeste do Brasil.

Uma característica dos compostos fenólicos das própolis analisadas e da espécie vegetal de B. dracunculifolia foi a alta proporção de artepilina C e outros derivados do ácido cinâmico. Com base nas evidências fitoquímicas, B. dracunculifolia foi identificada como a principal fonte vegetal das própolis produzidas nos estados de São Paulo e Minas Gerais (Alencar et al., 2005).

O extrato de B. dracunculifolia mostrou a presença de germacreno-D, biciclogermacreno, assim como derivados prenilados do ácido coumarinico. Germacreno-D e o biciclogermacreno (14%) estão entre os principais compostos do óleo essencial em conjunto com o delta-cadineno (13%) e germacrona (5%) (Loayza et al., 1995).

Os extratos aquosos da própolis de B. dracunculifolia e de partes da planta contêm o ácido 3,4-di-O-ácido-cafeoilquinico, ácido-3.5-di-O-cafeoilquinico e o ácido clorogênico. Além disso, 27 compostos incluindo os diterpenos labdânicos, compostos prenilatedos, flavonóides e outros fenólicos que foram isolados préviamente da própolis, foram identificados também no extrato metanólico de B. dracunculifolia. Entre eles, 24 compostos foram detectados nas gemas, indicando que deve ser uma fonte importante da própolis. A origem botânica de 19 componentes foi pela primeira vez estabelecida para B. dracunculifolia (Tezuka et al., 2003).

Resende (2007) confirmou seu potencial efeito anti-mutagênico no extrato obtido em acetato de etila. A análise do extrato por cromatografia líquida de alta eficiência permitiu a identificação dos compostos fenólicos: ácido cafeico, ácido p-coumárico, éter de aromadendrina-4'-O-metil, ácido 3-prenil-p-coumárico, 3,5-diprenil-p-coumárico (artepilina C) e baccharina.

Funari et al. (2007), concluíram que a planta Baccharis dracunculifolia D.C. é a principal fonte botânica da própolis do estado de São Paulo, investigada para verificar a atividade biológica específica com relação aos fibroblastos em ratos NIH-3T3, células da pele envolvidas diretamente nos processos de cicatrização. O perfil cromatográfico, caracterizado pela maior parte por flavonóides e por ácidos aromáticos, demonstrou ser qualitativamente similar ao da B. dracunculifolia. Foi encontrado que a própolis de B. dracunculifolia apresenta uma toxicidade dependente da concentração in vitro em fibroblastos do rato NIH-3T3.

Os perfis cromatográficos das gemas da folha e da própolis e das folhas não expandidas e expandidas de B. dracunculifolia mostraram similaridade, mas as folhas não expandidas diminuíram quantitativamente em constituintes químicos em comparação às gemas da folha. No caso das folhas expandidas, todos os constituintes químicos decresceram severamente ou desapareceram. Artepilina C (ácido 3,5-diprenil-4-hidroxicinâmico) foi identificado também em própolis e em exudatos resinosos e em ambos os extratos etanólicos continham as concentrações mais elevadas deste composto em comparação aos outros constituintes químicos (Park et al., 2004).

Menezes (2005) avaliou a atividade antiinflamatória do extrato aquoso desta planta utilizando o modelo de pleurisia induzida por zimozan em camundongos. Os resultados indicaram que o extrato bruto aquoso de B. dracunculifólia possui atividade antiinflamatória e que é mais potente quando, concomitantemente, administrado ao estímulo da inflamação.

Silva Filho et al., (2004) através do fracionamento cromatográfico das folhas, usando diversas técnicas, isolou os compostos isosakuranetina, aromadendrin-4'-metileter, ácido ferúlico, ácido diidrocinâmico, 3-prenil-4-(diidrocinnamoiloxi)- ácido cinâmico e friedelanol.

Um sesquiterpeno novo, baccharisketona, e um monoterpeno novo, acetato de p-metoxitimol , foi isolado das folhas de B. dracunculifolia junto com dezessete compostos conhecidos. A atividade inibitória do crescimento dos compostos isolados contra células da leucemia (L 1210) foi testada e três terpenos fenólicos e cinco álcoois sesquiterpênicos exibiram forte atividade citotóxica (Fukuda, et al., 2006).

Lemos et al. (2007), testou a eficiência do extrato da planta contra ulceras gástricas. A análise por cromatografia líquida de alta eficiência da composição química do extrato de B. dracunculifolia usado neste estudo revelou a presença principalmente de derivados ácidos e de flavonoides cinamicos. As doses de 50, 250 e 500 mg/kg do extrato cru de B. dracunculifolia e de controles positivos (omeprazol ou cimetidina) diminuíram significativamente o índice da lesão, a área total da lesão e a porcentagem da lesão causada pelas ulceras comparados com os grupos de controle negativos. A porcentagem da inibição das ulceras foram significativamente mais elevadas nos grupos tratados com o B. dracunculifolia, cimetidine ou omeprazole, com todos os protocolos usados, comparado com os grupos de controle negativos. Em relação a secreção gástrica, as reduções no volume do suco gástrico e a acidez total foram observados, assim como o aumento no pH gástrico. Estes resultados foram similares aos resultados dos estudos realizados com extrato verde da própolis. Embora mais investigações sejam necessárias, nossos resultados sugerem que o B. dracunculifolia tem potencial para ser usado como um preparado fitoterápico para o tratamento da ulcera gástrica.

Leitão et al. (2004), utilizaram o extrato da folha de B. dracunculifolia e o extrato verde da própolis ambos os extratos produziram efeito bacteriostático em culturas de Streptococcus mutans na concentração de 0.40 mg/ml. Os resultados demonstram que o extrato da folha de Bd e os extratos verdes da própolis têm efeitos inibitórios similares nos fatores cariogênicos de S. mutans, e permite nos sugerir que as folhas de Bd pode ser uma potencial fonte de produtos farmacêuticos empregados para esta finalidade.

Da Silva Filho et al., (2004) utilizaram várias concentrações do extrato de B. dracunculifolia como tripanomicida. Os compostos isosakuranetin e oxido de baccharis foram os mais ativos na analise tripanomicida, mostrando os valores CI50 (concentração inibitória requerida para a inibição de 50%) de 247.6 e 249.8 microM, respectivamente. Compostos aromadendrin-4'-metileter, acido ferulico, e 3-prenil-4-(diidrocinnamoiloxi)- acido cinamico indicaram atividade moderada e os compostos acido diidrocinnamico e friedelanol foram inativos.

PRINCIPAIS PRINCIPIOS ATIVOS:


Princípio ativo são componentes químicos que conferem às plantas Medicinais, atividade terapêutica. Distribuem-se pelos diferentes órgãos das plantas de forma desigual, em função da especialização das células. Essa distribuição, em alguns casos, pode ocorrer em todas as partes das plantas (em algumas espécies) e em outras não.
Segundo sua natureza química, classificam-se em vários grupos: Glicídeos, Lipídios, Proteínas, Vitaminas, Minerais, Alcalóides, Glicosídeos, Essências e Resinas, Ácidos Orgânicos, Taninos.


ÁCIDOS ORGÂNICOS:
Encontram-se nas plantas uma grande quantidade, concentrados principalmente nos frutos. São eles: Cítrico, Málico e Tartárico, Salicílico, Oxálico e Ácidos Graxos. Os ácidos Cítrico, Málico e Tartárico são abundantes nos frutos e bagas, embora sua concentração diminua à medida que amadurecem. Eles diminuem o número de bactérias causadoras das cáries e infeção bucal porque fazem aumentar a produção de saliva limpando a cavidade bucal.

ÁCIDO SALICÍLICO - é um ácido tipo fenólico que exerce três funções principais: antiinflamatória, analgésica e antipirética. Como exemplo, temos o amor-perfeito, a calêndula, a macieira, e o morangueiro dentre outros.
ÁCIDO OXÁLICO - Normalmente está associado ao potássio e ao cálcio, com os quais forma sais minerais. É abundante nas folhas verdes. Ácidos Graxos - São, juntamente com a glicerina, o principal componente das gorduras. Dentre eles podemos citar:
ÁCIDOS LINOLEICO E LINOLÊNICO - chamados de essenciais, visto que o nosso organismo não é capaz de produzir por si mesmo. São encontrados no abacate, na espirulina e na nogueira, dentre outros.

ÁCIDO OLEICO - é um ácido monoinsaturado, principal componente do azeite de oliva, que contribui para regular o nível de colesterol.

HIDRATOS DE CARBONO (carboidratos): Também conhecidos como glicosídeos, são substâncias compostas de hidrogênio, oxigêncio e carbono. São muito abundantes nos vegetais. Os mais importantes são:

ÁÇÚCARES
- São hidratos de carbono simples, solúveis em água e de sabor doce. Os mais comuns são a glicose, a frutose (monosacarídeos) e a sacarose (dissacarídeo). São encontrados principalmente nos frutos. Os mais ricos em açúcares aqui descritos são: arandos, caimito, cerejas, framboesas, morangos, graviola, figos, ananás, uvas e amoras. Os caules da cana-de-açúcar são muito ricos em sacarose.
AMIDOS - É o mais representativo dentre os glicídeos. A maior parte das plantas produz amidos como substância de reserva nas raízes e sementes. São:Energéticos - as enzimas digestivas rompem as moléculas de amido para liberar a glicose, que é o combustível mais importante para nossas células. Emolientes - tem ação suavizante e antiinflamatória sobre a pele e as mucosas.

CELULOSE - é uma fibra vegetal insolúvel. É o hidrato de carbono mais abundante nos vegetais.

MUCILAGENS - de consistência gelatinosa, tem a propriedade de reter água, inchando e aumentando de volume. As mucilagens lubrificam e protegem a camada mucosa de todo o tubo digestivo, que reveste o seu interior desde a boca até o ânus. São emolientes, antiinflamatórios e ligeiramente laxantes. São úteis em todas as afecções inflamatórias do aparelho digestivo: esofagite, gastrite, úlcera gastroduodenal, colite, proctite, fissuras anais e hemorróida. Combate a obesidade visto que ao ingerir mucilagens com água, estas aumentam o volume do bolo alimentar no estômago produzindo sensação de saciedade. São Emolientes eantiinflamatórias, quando aplicadas sobre a pele. Antitussígenas em caso de laringite ou traqueíte, suavizam as mucosas acalmando a tosse.

PECTINA - É um glicídeo que não é absorvido no intestino, mas que atua localmente como lubrificante e suavizante para a passagem das fezes, da mesma forma que fazem as mucilagens ou fibras vegetais.

INULINA - É formada por cadeias de moléculas de frutose, ao invés de glicose como o amido. Encontra-se sobretudo nas raízes, como material de reserva (alcachofra, bardana, chicória, confrei, dente-de-leão, equinácia). A inulina transforma-se em frutose durante a digestão.

MINERAIS:
É o que sobra após a queima de uma planta seca. Os minerais mais importantes para o ser humano e que se encontram nas plantas são:

CALCIO
É indispensável para a formação dos ossos, intervindo nas funções do coração e do sistema nervoso. Ex.: alfafa, aveia, cebola, gergelim, goiaba, maçã, nozes, sete-sangrias, dentre outras.

FÓSFORO - também intervém no sistema nervoso e na composição dos ossos. É encontrado na alfafa, aveia, cebola, cenoura, alforfa, gergelim, goiaba, maçã, nozes.

FERRO - é imprescindível para a produção de sangue. Abunda em abacate, agrião, cereja, espirulina, gergelim, goiaba, maçã, uva.

MAGNÉSIO - cumpre importante função no sangue e nos ossos. É encontrado em cebola, couve, gergelim, maçã, tilia.

POTÁSSIO - é um diurético muito seguro. Encontra-se na alcachofra, cardo-penteador, cavalinha, cebola, cenoura, cereja, limão, parietária, uva.

SILÍCIO - contribui para a elasticidade e a beleza da pele e para a força do cabelo e das unhas. Encontra-se na cavalinha, no cardo-penteador, na grama, na sete-sangrias.

IODO - o iodo é imprescindível para o desenvolvimento do sistema nervoso e para o funcionamento da glândula tireóide.

ÓLIGOELEMENTOS - são minerais (enxofre, cobre, zinco, manganês, etc.) que se encontram nas plantas e também no nosso organismo, em pequeniníssimas quantidades. Atual como biocatalisadores de determinadas reações químicas que ocorrem nos seres vivos.

VITAMINAS:
São substâncias de natureza química muito variada que atuam como biocatalisadores de numerosas reações químicas e não podem ser produzidas pelo nosso organismo, consequentemente, têm de ser ingeridas com regularidade. As principais são:
Provitamina A (caroteno)agrião, alfafa, cacau, cenoura, cereja, framboesa, sementes de girassol, goiaba, maçã, mamão;
Vitaminas do grupo Babacate, aipo, aveia, cacau, cereja, dente-de-leão, espirulina, gergelim, ginseng, sementes de girassol, morango;
Vitamina Cbeldroega, couve, framboesa, goiaba, laranja, limão são boas fontes de vitamina C.
Vitamina Eagrião, espirulina, girassol, milho, gergelim.
Vitamina Palfafa, aspargo, laranja etc.
LIPÍDEOS OU GORDURAS:
São substâncias cujas moléculas formam-se pela união da glicerina ou outros álcoois com diferentes ácidos graxos. As plantas produzem-nos a partir dos hidratos de carbono, como substâncias de reserva energética. São usados por sua propriedade nutritivas e energéticas e também por sua ação suavizante e emoliente. São ricos em lipídios: abacate, aveia, avelãs, azeitonas, cacau, espirulina, gérmen de trigo, sementes de girassol, as nozes.

ÓLEOS - São substancias gordurosas, que se extraem dos frutos e sementes das plantas por pressão a frio e decantação. Apresentam como propriedade a redução do colesterol no sangue. Por suas propriedades podem ser laxantes ou purgantes, hipolipemiantes (redutores do colesterol) e emolientes.

ALCALÓIDES:
são substancias nitrogenadas muito complexas, de reação alcalina e que mesmo em pequenas doses produzem grandes efeitos sobre todo o organismo. São substâncias muito ativas que podem curar doenças graves, mas que podem também intoxicar caso não sejam usadas corretamente.

TANINOS:
São compostos fenólicos, que coagulam a gelativa e outras proteínas, formando sobre a pele e mucosas uma camada seca e resistente à putrefação. Possuem propriedades adstringentes, hemostáticas, anti-sépticas e tonificantes. Quando ingeridos em doses elevadas, os taninos podem impedir a absorção de certos minerais como o cálcio e o ferro, da mesma forma que das vitaminas. As plantas mais ricas são: agrimônia, amieiro, avenca, bistorta, carvalho, castanheiro, chá-preto, faia, hamamélis, morangueiro (folhas), nogueira, salgueirinha, ulmeiro, etc.

Pepinos

Classificação Botânica
O Pepino, Cucumis sativus, faz parte da Família das Cucurbitaceae e da Tribo das Melothrieae. O gênero Cucumis compreende por volta de 38 espécies conhecidas.

Existem cinco tipos de pepino.

1. Os pepinos de campo aberto, cuja epiderme é recoberta de pequenos espinhos brancos ou pretos.
2. Os pepinos de estufa, que têm uma epiderme lisa e que são derivados de tipos orientais com frutos muito alongados.
3. Os pepinos de tipo “Sikkim”, cuja epiderme é de tom vermelho-laranja.
4. Os pepinos com pequeninos frutos para conservas que chamamos cornichão ou gherkins.
5. Os pepinos de forma redonda de tipo “Apple” ou “Lemon”.

História




O pepino é uma planta anual originária da Índia. Seu ancestral selvagem é a espécie Cucumis hardwickii royale que ainda se encontra às vezes nos vales sub-tropicais do Himalaia. Essa espécie é naturalmente amarga e encontramos essa amargura nas formas cultivadas, na epiderme ou nas variedades a longos frutos, na parte próxima ao pedúnculo.


Ele foi cultivado no vale de Indus há pelo menos três mil anos e é chamada em sânscrito “soukasa”. O pepino se expandiu em seguida para a China e o Oriente Próximo. Encontramos o pepino nos antigos Egípcios e o povo Hebreu lamentou, no deserto do Sinai, os pepinos do Egito. Sua cultura na Europa central é datada de mais de dois milênios, segundo as escavações arqueológicas realizadas na Polônia ou na Hungria. Foram, principalmente os Chineses e os Japoneses que desenvolveram as variedades com frutos longos a partir dos quais são saídas várias variedades modernas.

A cultura dos pepinos se mostra às vezes delicada para alguns jardineiros. Podemos então aconselhá-los a amansar os jardins recalcitrantes com variedades de pequenos frutos tais como a variedade “Lemon” ou as variedades originárias da Rússia que, normalmente, são muito menos exigentes. Só podemos destacar novamente que, contrariamente ao que dizem algumas fábulas, os pepinos crescem em completa harmonia com os melões e as melancias. A proximidade de um pepino bem sumarento e crocante, no jardim, não pode em caso algum impedir um melão de desenvolver um belo sabor frutado.

Nutrição
No Marrocos, o pepino descascado é prescrito para acalmar as febres e para aliviar o estômago. A polpa é utilizada em uso externo nos pruridos e irritações locais.

Conselhos de jardinagem
Os pepinos e os cornichões se semeiam, em viveiros, por volta de 6 a 8 semanas antes do período de transplantação.

Polinização
O pepino é uma planta monóica, isto é, que carrega na mesma planta as flores machos e as fêmeas em lugares diferentes.

O pepino pode ser auto-fecundado: uma flor fêmea pode ser fertilizada por pólen vindo de uma flor macho da mesma planta.

Entretanto, as fecundações cruzadas são predominantes: a flor fêmea é fertilizada por pólen vindo de diferentes plantas da mesma variedade ou de uma outra variedade.

O principal vetor dessas polinizações cruzadas são as abelhas. Em função das regiões e dos ambientes, a distância de isolamento aconselhada entre duas variedades de pepinos varia de 400 metros a 1 quilômetro.

No início do crescimento, há normalmente um pouco mais flores machos do que fêmea. A expressão sexual, no pepino, é geralmente influenciada pelo ambiente. As flores machos predominam em dias longos e com forte intensidade solar. As flores fêmeas predominam em dias mais curtos e com intensidade solar menor.

Pesquisas recentes tendem a destacar que o maior número de flores fêmeas é produzido nos dias de 11 horas.

A técnica de polinização manual, quando se têm muitas variedades de pepinos no mesmo jardim, é a mesma que para as abóboras.

Ela consiste a ligar, à noite, as flores machos e fêmeas que vão se abrir na manhã seguinte. A ligadura se efetua na extremidade da flor. Nós utilizamos simplesmente fita adesiva destinada a proteger os bordos dos portais nos trabalhos de pintura. É aconselhável ligar pelo menos duas flores machos a cada flor fêmea a polinizar.

De manhã, as flores machos são colhidas, liberadas de sua ligadura e suas pétalas são retiradas. A fita adesiva da flor fêmea é em seguida tirada delicadamente. Se uma ou outra flor, uma vez liberada da ligadura, não se abre totalmente e naturalmente, é porque ela não está “madura”, e não podemos então utilizá-la para o processo de polinização manual.

A polinização é efetuada caiando o pólen das flores macho sobre o estigma da flor fêmea. Deve-se ser muito vigilante, pois às vezes acontece que uma abelha pouse bem no meio do processo de fecundação. Esse último deve então ser abandonado por causa da intrusão de pólen estranho.

Quando a polinização se efetua corretamente, deve-se fechar cuidadosamente a flor fêmea envolvendo-a delicadamente com uma fita adesiva. Não se deve esquecer de fixar logo, uma ligadura hortícola em volta do pedúnculo da flor polinizada a fim de se poder reconhecer facilmente no final da estação os frutos que terão sido polinizados manualmente. A ligadura deve ser bastante frouxa para permitir ao pedúnculo de crescer sem problemas.

É aconselhável efetuar essa polinização manual de manhã o mais cedo possível. De fato, as polinizações manuais efetuadas no final da manhã em estação muito quente têm poucas chances de terem sucesso na medida em que o pólen terá esquentado e fermentado e não será mais viável.

Não é sempre fácil determinar com segurança as flores de pepino que estão próximas da abertura. É um processo que exige muita perspicácia e uma grande paciência. Nós aconselhamos aos iniciantes a treinarem essas técnicas de polinização manual começando com as abóboras.

As chances de sucesso para as polinizações manuais de flores de pepino são por volta de 85%. É desaconselhável utilizar essa técnica fora dos períodos de seca ou muito forte calor.

Para uma produção de sementes que beneficie de uma boa diversidade genética, é recomendável cultivar no mínimo 6 plantas de cada variedade. O ideal é de cultivar uma dúzia.

Os jardineiros que desejam produzir suas próprias sementes podem, sem problema, cultivar juntas uma variedade de pepino (Cucumis sativus), uma variedade de melão (Cucumis melo) e uma variedade de melancia (Citrullus lanatus). Essas plantas não podem se hibridar de forma mútua.

Produção de sementes
É indispensável deixar amadurecer completamente os frutos na planta antes de extrair as sementes. Isso quer dizer que os pepinos não são mais comestíveis: eles engordaram e começaram a amolecer. Na maturidade completa, a epiderme do fruto toma a cor final que é característica da variedade. Além do mais, quando as sementes estão maduras no interior do fruto, o pedúnculo tem tendência a secar. A extração de sementes se efetua cortando os frutos em dois pedaços no sentido do comprimento e esvaziando a cavidade central com uma colher.

É indispensável deixar amadurecer completamente os frutos

É aconselhável deixar fermentar as sementes, durante alguns dias (em função da temperatura ambiente) em um pouco de suco e água. A água não deve ser colocada em excesso, pois isso pode frear o processo de fermentação. O recipiente deve ser deixado num lugar sombreado e protegido, recoberto com um filó a fim de evitar que as moscas penetrem.

Foto. A extração de sementes se efetua cortando os frutos em dois pedaços no sentido do comprimento e esvaziando a cavidade central com uma colher.

O processo de fermentação permite as sementes de se soltarem mais facilmente da polpa que as envolve e serem limpas mais facilmente.

O processo de fermentação é terminado quando a maioria das sementes foi ao fundo do recipiente. Elas são então lavadas na água com uma peneira fina e colocadas para secar logo depois.

Durante os dois primeiros dias de secagem, é aconselhável tirar, com os dedos, as sementes coladas umas nas outras. A secagem leva de 5 a 10 dias, em função das condições climáticas ambientes.

Elas são então lavadas na água com uma peneira fina

As sementes de pepino e de cornichões têm uma duração germinativa média de 10 anos ou mais. Pode-se encontrar aproximadamente de 100 a 500 sementes em um fruto, em função das variedades. Em algumas variedades só se encontram 30 a 40 sementes por grama.

Uma pequena história, R.W. Robinson conta que sementes de uma variedade de pepino originária da Índia, produzidas em 1955 (na estação experimental de Genebra no estado de New York) e estocadas desde 1971 (a alguns graus abaixo de 0°C e com 17% de umidade relativa) foram semeadas em 1986: após 31 anos, as sementes germinaram a mais de 90% e produziram plântulas vigorosas!

Sementes de pepino na India.

Essa variedade sem nome da Índia, dotada de matrícula PI197087 era resistente a 7 doenças e às aranhas vermelhas. Ela foi utilizada como parente das variedades modernas, Pixie e Polares. Essa história revela primeiramente, a capacidade das sementes em perdurar no tempo, em boas condições de conservação. Ela revela, em seguida, a extrema importância da biodiversidade. Uma variedade desconhecida da Índia pôde passar a sua resistência a numerosas doenças a variedades modernas utilizadas na agricultura intensiva.

L.N.Bass contou ainda, em 1980, que ele teve poucas baixas germinações na maioria das variedades de pepino, de melão e de melancias, no final de 9 anos de conservação a 10°C e 50% de umidade relativa. Essas pesquisas provam que sementes de pepino podem guardar sua capacidade de germinação intacta durante mais de um quarto de século quando são conservadas no fresco e seco.

Aloe Vera ( Babosa )




Aloe Vera é uma das mais de 400 espécies do gênero: Aloe, usada principalmente pelas suas propriedades medicinais ou como planta ornamental. As folhas de Aloe Vera contém um tipo de gel e é essa substância que é utilizada pela medicina alternativa. No Brasil, a Aloe Vera também é conhecida como babosa

Externamente, o gel de Aloe vera é utilizado principalmente para tratar de problemas de pele como queimaduras(pelo sol ou por exposição ao fogo), para cicatrização de feridas, como tratamento para problemas causados pela pele seca, como eczemas.

O gel de Aloe vera também pode ser usado para fins cosméticos, como hidratantes, sabonetes, xampús, entre outros. O gel de Aloe vera também pode ser encontrado em produtos de consumo como iogurtes e bebidas, que contém pedaços da polpa.

Para uso interno, estudos indicam que a Aloe Vera também tem efeitos laxativos, porém, outros estudos indicam que laxantes que contém Aloe Vera podem aumentar o risco de câncer. Nos Estados Unidos, o órgão que controla os remédios (USFDA) proibiu a venda de laxantes que utilizam as propriedades da Aloe Vera.

AÇAI

Euterpe oleracea Mart.

Nome científico: Euterpe oleracea Mart.

Família: Arecaceae.

Sinônimos botânicos: Catis martiana O.F. Cook, Euterpe badiocarpa Barb. Rodr., Euterpe beardii L.H. Bailey, Euterpe cuatrecasana Dugand.

Outros nomes populares: açaí-do-pará, açaizeiro, assai, juçara, piná, palmito, acai palm (inglês), asaí (espanhol), wassaï (francês).

Constituintes químicos: ácidos oléico, palmíticos, palmitoléico e cianídrico, amido, cálcio, ferro, fibra, fósforo, lignina, niacina, proteínas, tanino, vitamina C, B1 e B2.

Propriedades medicinais: adstringente, anti-helmíntica, anti-hemorrágica, resolutivo, depurativo.

Indicações: diarréia, fígado, icterícia, cirrose, anemia, vermes.

Parte utilizada: amêndoas, raiz, frutos, palmito.

Contra-indicações/cuidados: não foram encontradas na literatura consultada.

Modo de usar:
- óleo das amêndoas: adstringente, resolutivo;
- decocção das raízes: diarréia, depurativo;
- suco ou vinho da polpa dos frutos: fígado, icterícia, cirrose, anemia;
- no preparo de sucos, refrescos e sorvetes. Com farinha d'água ou de tapioca, para acompanhar peixes, camarão seco, carnes e arroz com feijão;
- palmito cru: em saladas, empadas, pizzas, omeletes, cremes, picles e ração animal;
- frutos novos: distúrbios intestinais e vermes;
- palmito (em forma de pasta): conter hemorragias após extrações dentárias.

O INHAME e a DENGUE


O INHAME e a DENGUE

(encontra-se no site www.correcotia.com/inhame )(transcrito abaixo).


DENGUE

Infecção virótica que faz doer o corpo inteiro, especialmente nas aticulações, e dá muita febre; deixa a pessoa fora de combate por algum tempo mas raramente mata. É transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e A.
albopictus, que se infectam sugando sangue de algum humano ou macaco infectado nos três primeiros dias da febre. Depois de 8 a 11 dias de incubação, o mosquito começa a transmitir vírus infectantes a humanos no almoço e macacos no jantar - eles saem nas minúsculas gotinhas de saliva que o mosquito usa como anticoagulante durante a picada. Atualmente se diz que há quatro variedades de dengue; quem teve uma pode ter as outras três.

O TRATAMENTO MÉDICO é paliativo - descanso, muita água, banhos mornos, compressas de batata crua ou tofu na cabeça para puxar o calor.

O TRATAMENTO NATURAL é comer inhame. Comer inhame em vez de batata, duas ou
três vezes por semana, previne contra dengue. Em situações de epidemia, comer um inhame por dia é mais que bastante - em sopa, purê, ensopadinho, pastinha com alho ou qualquer das outras receitas que você encontra em www.correcotia.com/inhame .

O INHAME LIMPA O SANGUE

É um dos alimentos medicinais mais eficientes que se conhece: faz muitas impurezas do sangue saírem através da pele, dos rins, dos intestinos. No começo do século já se usava elixir de inhame para tratar sífilis.

FORTALECE O SISTEMA IMUNOLÓGICO

Os médicos orientais recomendam comer inhame para fortificar os gânglios linfáticos, que são os postos avançados de defesa do sistema imunológico.
Curioso que a forma do inhame seja tão semelhante à dos gânglios...

EVITA MALÁRIA, DENGUE, FEBRE AMARELA

A presença do inhame no sangue permite uma reação imediata à invasão do mosquito, neutralizando o agente causador da doença antes que ele se espalhe pelo corpo. Aldeias inteiras morreram de malária depois que as roças de inhame foram substituídas por outros plantios.

É MAIS PODEROSO QUE A BATATA

E tem a vantagem de ser nativo, enquanto a semente da batata é importada.
Inhame dá com fartura em qualquer lugar úmido. Em vez de apodrecer na cesta, como a batata, ele brota e produz mais inhames. Nas mulheres aumenta a fertilidade porque contém fitoestrógenos, hormônios vegetais, importantes na menopausa e após.

O MEDICINAL É O PEQUENO, CABELUDO

Marronzinho por fora, com a pele variando de roxo a branco. Existem ainda o inhame do norte e o cará, maiores e mais lisos, que são muito bons para comer mas não têm o mesmo poder curativo do inhaminho (também chamado de inhame chinês).

A FOLHA PARECE COM A TAIOBA

É da mesma família; ao contrário do que se pensa, a folha do inhame também serve para comer, cozida ou refogada. Às vezes pica muito, como a taioba.

OS OUTROS NOMES DO INHAME

Em latim, infelizmente, é colocasia esculenta. Na África e na América do Norte se chama taro , na América Central é ñame ou otoe, na França é igname, na Índia albi, no Japão sato-imo, no Caribe malanga ou yautia. E cará, em inglês, é yam.

CRU

Salada de inhame

Rale e tempere com sal marinho e limão ou com molho de soja. É muito forte.
Um leproso que se escondeu no mato e só tinha inhame cru para comer ficou inteiramente curado depois de alguns meses. (Se der coceira nas mãos na hora de descascar, passe um pouco de óleo ou lave com água bem salgada.)

Vitamina com inhame

Ponha no liquidificador um inhame, uma cenoura, alguns ramos de salsa (ou outra folhinha verde, como coentro ou hortelã) e o suco de duas laranjas, com mais água se desejar. Tudo cru. Dá para dois copos.

Cozido no vapor

Ponha alguns inhames com casca e tudo na parte superior da cuscuzeira, ou numa peneira sobre uma panela com água fervendo, e tampe. Depois de meia hora espete com o garfo para ver se estão macios. Nessa altura a casca solta com muita facilidade, basta puxar que sai inteirinha. É aí que o inhame tem o sabor mais simples e gostoso.

Purê de inhame

Depois de cozinhar os inhames no vapor ou na água, solte a casca e amasse com um garfo; junte um pouquinho de manteiga e de sal marinho, ou molho de soja, e misture bem. Só precisa ir ao fogo de novo se for para esquentar.

Pastinhas de inhame

São ótimas para passar no pão e substituem muito bem as pastas de queijo nas festas. A base é um purê de inhames cozidos e assados, ao qual se acrescentam azeite ou manteiga, folhas verdes picadinhas (salsinha, manjericão, coentro, cebolinha) ou orégano; uma beterraba cozida e batida no liquidificador com inhame e um tantinho de água vai produzir uma pasta rosada; inhame batido com azeite, alho, água e sal faz uma delícia de molho tipo maionese. Use a criatividade e ofereça aos amigos uma coisa nova de cada vez!

Inhame sauté

Depois de cozidos e descascados, corte os inhames em rodelas ou pedaços; esquente manteiga ou azeite numa frigideira; ponha os inhames, e sobre eles bastante folhas verdes picadinhas (salsa ou cebolinha ou manjericão ou coentro ou orégano ou...); umas pitadinhas de sal marinho; mexa rapidamente, baixe o fogo e deixe grudar um pouquinho no fundo para ficar crocante.

Inhame frito

É muito mais gostoso do que batata. Faça exatamente como faz com ela: corte em rodelas finas ou palitos, frite em óleo bem quente e deixe escorrer sobre um papel que absorva a gordura.

Pizza de frigideira

Rale inhames crus, misture com farinha de arroz ou de milho, tempere a gosto; achate a massa numa frigideira antiaderente e deixe assar dez minutos de um lado, dez do outro. Com alguma prática dá para fazer isso numa chapa bem quente, levemente untada. O ponto da massa não deve ser nem seco nem aguado.

Nhoque de inhame

Faça exatamente como faz inhoque de batata: cozinhe os inhames, descasque, amasse com farinha de trigo e uma pitada de sal marinho até a massa ficar com a consistência do lóbulo da orelha. Enrole em cordões, corte, ponha para cozinhar de pouco em pouco numa panela com água fervendo. Quando os inhoques subirem é que estarão cozidos. Se puder, substitua parte da farinha de trigo comum por outra que seja integral. E o molho? Ao gosto do freguês...

Engrossando o caldo

Cozinhe um ou dois inhames junto com o feijão, que eles desmancham e o caldo fica bem grosso.

Bolinhos de inhame

Cozinhe, descasque e amasse ligeiramente os inhames com um pouco de cebola ralada, cebolinha verde picadinha ou alho-porró em fatias fininhas, umas pitadas de cominho e outras de sal; junte farinha de trigo para dar liga, pincele com gema de ovo e asse no forno até a superfície secar. Ou frite.

Forminhas de inhame

Descasque e rale os inhames crus na parte mais fina do ralador, para obter uma papa líquida. Junte fubá de milho ou farinha de arroz integral (que se faz tostando o arroz e batendo aos pouquinhos no liquidificador) até conseguir uma consistência boa, mas ainda úmida.
Tempere a seu gosto: com sementes de cominho ou de erva-doce, umas pitadinhas de sal, talvez um queijo ralado ou uma azeitona. Unte forminhas, encha com a massa e ponha em forno bem quente durante cinqüenta minutos.

Pizza de sardinha

Cozinhe, descasque e amasse os inhames; unte um tabuleiro, achate com as mãos bocados do inhame amassado e vá cobrindo com eles o fundo e os lados do tabuleiro. Asse quinze minutos em forno alto. Numa panela, refogue bastante cebola e ponha por cima sardinhas frescas pequenas, abertas, sem espinha, temperadas com alho socado, sal e limão. Deixe cozinhar com tampa por quinze minutos. Tire a massa do forno, despeje o recheio, enfeite com rodelas de tomate ou de pimentão, pique bastante cheiro-verde e espalhe por cima. Leve novamente ao forno por mais dez minutos. Como variação desta receita, você pode não assar a massa antes de colocar o recheio; pode também reservar parte da massa para tampar a pizza, que aí vira um pastelão.

Bolo salgado de inhame

Deixe de molho duas xícaras de triguilho durante duas ou três horas e esprema; junte a duas xícaras de inhame cozido e duas de farinha de arroz.
À parte, refogue alguns legumes com um pouco de tempero, mas não deixe cozinhar. Tire do fogo e misture à massa. Ponha numa fôrma untada, espalhe queijo ralado por cima e leve ao forno alto por quinze minutos; aí ponha a chama em ponto médio e deixe mais quinze minutos. Cheirou, está pronto.
Acrescente ovos cozidos se quiser um prato mais forte.

Torta de inhame em camadas

Cozinhe, descasque e amasse os inhames; cozinhe e amasse a terça parte de abóbora; refogue uma verdura picadinha tipo espinafre, acelga, agrião, chicória, folhas de nabo ou de cenoura, etc. Unte um pirex com manteiga, ponha uma camada de inhame e sobre ela uma de abóbora; outra de inhame e sobre ela a verdura refogada; mais uma de inhame. Pincele ou não com ovo, enfeite com rodelas de cebola, leve ao forno para secar durante 20 minutos.

Sopa de inhame com misso

O misso, que é desintoxicante, é um alimento tradicional japonês muito usado como tempero, feito de soja fermentada com cereais e sal. Vem em forma de pasta. É muito rico em enzimas, proteínas e vitamina B12, devido ao seu processo de fermentação. Limpa o pulmão dos fumantes, restaura a flora intestinal, e acima de tudo dá um gosto todo especial à sopa.
Portanto cozinhe os inhames descascados com o mesmo tanto de água, uma ou duas folhinhas de louro e alguns dentes de alho inteiros; depois bata no liquidificador para obter um creme fino. Acrescente o misso, na base de uma colher de chá cheia por pessoa, ou dissolva com um pouco d'água numa tigelinha e deixe que cada um se sirva como quiser. (Algumas pessoas vão preferir sal.) Cebolinha verde picada, por cima, combina muito.

Creme de inhame com agrião

Faça como na receita anterior; depois de bater no liquidificador devolva ao fogo, ponha sal se for o caso, espere ferver e junte um bom punhado de agrião cru, lavado e cortado. Deixe cozinhar um minuto, apague o fogo e sirva. Com misso, se não tiver posto sal.


Torta doce de inhame com abacaxi

Cozinhe os inhames, descasque, amasse e forre com essa massa uma assadeira untada; espalhe por cima uma compota de abacaxi feita com sementinhas de erva-doce e cravo-da-índia, quase sem água, pois o abacaxi solta caldo.
Leve ao forno quente durante meia hora. Substitua por outra compota, se desejar.

Bolo doce de inhame

Misture duas xícaras de inhame cozido com duas de aveia em flocos e duas de farinha de arroz integral (toste o arroz, bata no liquidificador em pequenas porções); meio litro de suco de laranja (ou outro líquido doce, como chá de estévia, ou leite de coco adoçado com melado); uma colher de sopa de manteiga, se quiser; umas pitadas de noz-moscada e canela em pó; frutas secas e castanhas picadas, ou banana madura em rodelas. A consistência da massa deve ser pastosa, nem aguada nem dura. Unte uma fôrma e leve ao forno quente durante meia hora, mais ou menos, mantendo a chama alta durante quinze minutos e baixando então para um ponto médio. Você sabe que o bolo está no ponto quando cheira. A partir
daí ele vai secando, equanto mais tempo ficar no calor, mais firme será sua consistência. Se quiser umbolo mais fofo, junte uma colherinha de café de bicarbonato de sódio dissolvida em suco de laranja no final do preparo da massa. Esse bolo dá um ótimo panetone quando leva frutas cristalizadas e é assado em fôrma alta.

Biscoitos de inhame

A massa é a mesma do bolo. Unte um tabuleiro e despeje com a colher pequenas porções. Asse em forno alto até chegar ao ponto desejado. Como todo biscoito que leva aveia, este também só endurece depois que esfria.

Mousse de inhame com ameixa

Ponha no liquidificador uma parte de inhames cozidos com uma parte de ameixas-pretas, sem caroço, cozidas com canela; aproveite a calda para bater a massa. Repita a receita usando maçãs ou bananas em compota em vez de ameixas. Para fazer a compota, não é necessário adoçar, pois essas frutas játêm bastante açúcar natural. Basta que estejam bem maduras.
Leva-se ao fogo baixo, em panela tampada, com uma pitadinha de sal e só um dedinho de água. Quanto mais cozinharem, mais doces ficam.

TIRE O SAL E COLOQUE ERVAS

Diminua o sal e compense com ervas .

Diminuir o sal nas preparações não é sinônimo de comida sem gosto.
Para isto, as ervas são excelentes aliadas, pois são aromáticas e saborosas.
Basta variar as ervas adicionadas como: estragão, orégano, sálvia, alecrim, tomilho, manjericão, salsinha e cebolinha.
COMO EVITAR O CONSUMO EXCESSIVO DE SAL:Além de não exagerar no sal no preparo dos alimentos, é preciso cuidado com os alimentos industrializados (até os doces, balas, bolos e biscoitos) que incluem esse tempero de forma camuflada.
O melhor é conferir a composição na embalagem e preferir alimentos e temperos naturais.
-Não acrescente sal aos alimentos já prontos.
-Nunca tenha um saleiro à mesa.
-Evite conservas e enlatados como picles, azeitona, aspargo, patês e palmito.
-Prefira alimentos frescos em vez dos processados.
-Evite o aditivo glutamato monossódico utilizado em alguns condimentos e nas sopas pré-preparadas.
-Dê preferência ao queijo branco ou ricota sem sal a outros tipos de queijo.
-Evite salgadinhos para aperitivo com adição de sal, como batata frita, amendoim e tantos outros.
Colaboração de Jane Bonatto

PODER MEDICINAL DE ALGUMAS FRUTAS

O poder medicinal das frutas é caracterizado para cada espécie. Assim, apresentamos a seguir um resumo das constatações experimentais.
ABACATE
- É usado contra o reumatismo, promove a eliminação dos gases, digestivo, laxativo.
ABACAXI - Facilita a digestão, germicida, oxidante forte, desobstruente do fígado, combate a icterícia, combate a artrite, combate o inchaço, combate a difteria, bom contra as afecções da garganta e contra a arteriosclerose.
ABIU - Combate as afecções das vias respiratórias.
AMEIXA - É purgativa, depurativa.
AMÊNDOA - É eficaz contra as enfermidades das vias respiratórias e a irritação das vias urinárias.
ARAÇA - É calmante.
AZEITONA - A verde é adstringente, ao passo que a preta é laxativa.
BANANA - Combate a diarréia, calmante, favorece a formação, secreção e excreção do leite, combate a anemia.
CAMBUCÁ - É bom para o estômago.
CAQUI - É alcalinizante, bom para as afecções do fígado e os catarros da bexiga.
CASTANHA - É benéfica para os rins e o fígado, e muito útil na diarréia das crianças.
CEREJA - É alcalinizante, remineralizante, combate a desinteria, e eficaz contra a arteriosclerose.
COCO - É calmante, combate a febre, combate os vermes, útil nas inflamações intestinais.
FIGO - Combate as afecções das vias respiratórias, laxante, tem a propriedade de amolecer os tecidos, atenuar as inflamações, as inchações e as queimaduras, e aliviar as dores e cura feridas.
FRUTA-DO-CONDE - É estimulante do apetite.
JENIPAPO - É indicado na má digestão e nas afecções do fígado e do baço.
GOIABA - Combate a diarréia e os tumores.
GRUMIXAMA - É estimulante do apetite, reanimadora.
JABUTICABA - É estimulante do apetite, reanimadora.
LARANJA - Combate a falta da vitamina C, estimulante do apetite, reguladora intestinal, laxante, diurética, combate o reumatismo, calmante, digestiva, antifebril, anti-hemorrágica, combate a nevralgia, restaura o fluxo menstrual, quando escasso ou ausente, combate a nefrite, depurativa, contra verminose, etc.
LIMA - É acalinizante e combate a falta da vitamina .
LIMÃO - O suco é estimulante do apetite, diurético, combate a febre, combate o reumatismo, combate a falta da vitamina C, anti-séptico, adstringente, curam feridas e combate o vômito. Dissolve os cálculos; combate as afecções produzidas por diversos microorganismos (cólera, disenteria, tifo, etc.).
MAÇÃ - Combate a diarréia, estomacal, combate as afecções das vias respiratórias. Alimento para o cérebro.
MAMÃO - É laxante, diurético, tem a propriedade de amolecer os tecidos, atenuar as inflamações, as inchações e as queimaduras, e aliviar as dores e cura feridas, refrescante.
MANGA - É anticatarral, combate a falta da vitamina C, depurativa, refrescante, tem a propriedade de fazer suar, digestiva.
MANGABA - É digestiva.
MARACUJÁ - É calmante e tem a propriedade de amolecer os tecidos, atenuar as inflamações, as inchações e as queimaduras, e aliviar as dores e cura feridas. Muito usado na coqueluche.
MARMELO - É adstringente, fortificante do aparelho digestivo.
MELANCIA - É calmante, diurética, refrigerante.
MELÃO - É calmante e diurético.
MORANGO - É diurético, anti-reumático, alcalinizante, combate a febre, elimina toxinas do fígado, laxante, facilita a digestão, tônico para os nervos.
NOZ - É bom remédio para o cérebro e para o sistema nervoso em geral.
PÊRA - É diurética e abaixa a pressão.
PÊSSEGO - É um bálsamo para o estômago e um precioso alimento para os diabéticos.
PITANGA - É refrigerante e antiberibérica. As folhas combatem a febre, mesmo nas maleitas rebeldes.
ROMÃ - As raízes são usadas para expulsar a tênia (ou solitária).
SAPOTI - É refrigerante.
TAMARINDO - É laxante e até purgativo.
UVA - É vitalizadora, alcalinizante, anti-reumática, depurativa,diurética, laxante, tônica para o sistema nervoso.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Você vai Adorar Conhecer os Benefícios do Milho!


O milho é uma das bases da minha alimentação. Seja como creme, pipoca, cereal matinal, ou até uma espiga cozida, eu sempre adorei esse delicioso cereal amarelo, mas nunca soube quais são seus reais benefícios à saúde, e quais são os perigos de comer muito desse grão. Por isso, preparei este guia muito especial, que descreve exatamente os prós e contras de consumir milho.


Sobre o Milho
Na Europa eles tinham o trigo; no Extremo Oriente tinham o arroz. Essas eram suas principais fontes de alimentação diária, mas, nas Américas, o grão que tornou-se mais amado foi o milho. Começando apenas como um pequeno sabugo (foto abaixo), com grãos minúsculos, os agricultores mesoamericanos plantaram as suas maiores e melhores sementes, que ao longo do tempo produziram esse magnífico milho que nós conhecemos hoje. Esta comida genuinamente do continente americano foi levada por Cristóvão Colombo à Europa, de onde então passou a ser conhecida em todas as partes do mundo, tornando-se agora o grão mais produzido no mundo.


O milho é um alimento básico que nutriu gerações de pessoas como parte de uma dieta saudável, fornecendo 10% da nossa ingestão diária recomendada de magnésio, vitamina C, fósforo, tiamina, folato e fibras. Você deve saber que existem diversas variedades de milho que são cultivadas para o uso convencional, como o milho duro, milho doce, dentre outros.. Mas você sabe que existe uma variedade de cores surpreendentes do milho, como vermelho, preto, roxo, azul, branco e laranja? Esse alimento é uma verdadeira maravilha do mundo, e aqui estão alguns dos seus maiores benefícios para a saúde!

Os Benefícios do Milho à Saúde

1. O milho reduz o risco de hemorroidas e câncer colorretal
Devido ao seu alto teor de fibras (cerca de 20% da nossa quantidade diária), o milho é um alimento excelente para aliviar os problemas digestivos, como constipação e hemorroidas. Como um grão integral, ele também ajuda a reduzir o risco de câncer de cólon. Uma dieta rica em fibras é bom para os intestinos e os movimentos intestinais e isso significa que há menos chances de você desenvolver síndrome do intestino irritável (SII) e diarreia.

2. O milho protege o coração
Se o seu coração já está em boas condições, os ácidos graxos ideais presentes no óleo de milho irão lhe ajudar a manter o equilíbrio entre o ômega-3 (bom) e ômega-6 (ruim), reduzindo o colesterol, a pressão arterial e as chances de ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais.

3. O milho previne anemia
Uma das principais causas de anemia é a deficiência de ferro, uma vez que é ele que forma as células vermelhas do sangue. Este mineral é abundante no milho, portanto é um ótimo alimento para combater a anemia!


4. Há benefícios em cosméticos provenientes do milho
O amido de milho já é frequentemente usado em produtos cosméticos e também pode ser aplicado na sua pele para aliviar quaisquer erupções ou irritações que você esteja sofrendo. Muitos cremes tradicionais para a pele infelizmente contêm substâncias cancerígenas que bloqueiam os poros, e o amido de milho é um melhor substituto para estes produtos nocivos.

5. O milho pode controlar a diabetes e hipertensão
Comer muitas frutas e vegetais, como milho, reduz muito o risco de diabetes, e pode até mesmo aliviar essa condição (o milho pode ajudar na diabetes mellitus tipo 2). Fitoquímicos fenólicos estão presentes no milho integral e eles são eficazes contra a hipertensão, uma vez que regulam a liberação e absorção da insulina no corpo.

6. O milho promove a boa saúde dos olhos
O milho é uma boa fonte de luteína e zeaxantina, que ajudam a preservar a boa saúde ocular. Altos níveis desses carotenoides no sangue têm sido frequentemente associados com a redução do risco de catarata e degeneração macular.


7. O milho ajuda a prevenir a diverticulose
Como nozes e outras sementes, já foi discutido que pessoas que sofrem de diverticulite devem evitar milho rico e outros alimentos ricos em fibras. No entanto, um amplo estudo descobriu que os consumidores de pipoca eram 28% menos propensos a desenvolver diverticulose.

8. Os antioxidantes do milho retardam o declínio cognitivo e o Alzheimer
Antioxidantes erradicam os efeitos nocivos causados ​​por radicais livres e, assim, podem retardar o declínio cognitivo e ajudar a evitar tais problemas terríveis como a doença de Alzheimer.

O Milho é Rico em Várias Coisas Boas


Sua vitamina C aumenta a imunidade e ajuda no combate às infecções;
Sua vitamina E tem propriedades anti-envelhecimento;
Sua tiamina melhora a memória, funções cognitivas e a saúde dos nervos;
Seu fósforo ajuda a manter o crescimento normal, a função renal e a saúde óssea;
Seu magnésio aumenta a saúde óssea e regula a frequência cardíaca;
Sua vitamina B7 mantém a pele e o cabelo saudáveis;
O seu alto teor de fibras é bom para dietas de perda de peso, pois reduzem o colesterol.


ATENÇÃO
Infelizmente, embora o milho seja muito bom para boa parte da população, ele não é perfeitamente saudável para todo mundo, especialmente quando não consumido em moderação. Aqui estão alguns dos efeitos indesejáveis do consumo desse alimento.


Anti-nutrientes: Todos os grãos de cereais contêm ácido fítico, que em grande quantidade pode prejudicar a absorção de minerais dietéticos necessários, como ferro e zinco. Se você come carne regularmente, este problema será suavizado. Outra solução é deixar seu milho de molho antes de comer, o que irá reduzir muito a quantidade de ácido fítico.

Micotoxinas: As micotoxinas desenvolvem-se quando fungos infectam o milho, aumentando os riscos de câncer naqueles que o consomem diariamente. Felizmente, no mundo desenvolvido, as autoridades de segurança alimentar monitoram os níveis de micotoxinas em todos os alimentos, especialmente o milho, bem como o modo como são armazenados.

Outros efeitos indesejáveis:
1. As pessoas com alto risco de doença cardíaca devem evitar o óleo de milho devido aos seu ácidos graxos. Esse óleo também é altamente calórico, portanto não deve ser usado todos os dias, apenas ocasionalmente.
2. Milho conservado é muito rico em sal, chega a ter um quarto da sua ingestão diária necessária. Em vez disso, compre latas que não tem adição de sal, ou consuma milho fresco.
3. O milho é rico em carboidratos, de modo que aqueles que o consomem em grandes quantidades podem ganhar peso.
4. Raramente, algumas pessoas têm alergias de milho. Os sintomas incluem: vômitos, dores de cabeça, erupções cutâneas, dores abdominais, flatulência, náuseas, coceiras na pele, inchaço da língua ou boca, febre, diarreia, asma alérgica, alterações de humor e artrite. Se você tiver algum destes sintomas após o consumo de milho, contate o seu médico imediatamente.

Agora um bônus: Uma deliciosa receita de bolo de milho verde cremoso


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